Prosseguindo com a publicação de artigos e documentos produzidos ao longo dos últimos 30 anos sobre a Amazônia, apresentamos o artigo escrito pelo professor Cavagnari Filho. O texto tem cunho histórico e analítico, desenvolvido de forma bastante didática.
2ª parte
INTRODUÇÃO À DEFESA DA AMAZÔNIA*
Geraldo Lesbat Cavagnari Filho**
Entre as grandes potências somente os Estados Unidos têm a capacidade para realizar unilateralmente uma intervenção militar, seguida de ocupação, na Amazônia. Mas uma ação militar só terá sentido se algum interesse vital deles for violado, ou mesmo se estiver ameaçado, induzindo o apoio da opinião pública norte-americana à sua defesa. Depois da Guerra do Vietnã, qualquer envolvimento militar numa guerra prolongada só se justifica com esse apoio — porque ele pressupõe a defesa de algum interesse vital. Se a opinião pública norte-americana se convencer de que algum interesse de tal natureza poderá ser afetado — por exemplo, pela devastação do meio ambiente amazônico —, não há dúvida de que os EUA intervirão militarmente na região, mesmo correndo o risco de se envolver numa guerra prolongada. Todavia, tudo indica que essa devastação não deverá se apresentar como fato consumado num futuro não muito distante. Aliás, os Estados Unidos poderão empregar outros meios para pressionar o Brasil, mais eficazes e que lhes oferecem menos riscos — porque, se empregados, eliminarão a possibilidade de configuração da “hipótese da intervenção militar”. Uma intervenção militar na Amazônia não é uma possibilidade real, é apenas uma possibilidade teórica que deve, no entanto, ser considerada no planejamento estratégico-militar — bem como a estratégia da resistência.
Convém esclarecer que desde a década de 70 o governo brasileiro já estava empenhado em encontrar uma solução para o problema de segurança da Amazônia, mas uma solução fundada na cooperação com os demais países amazônicos. Com o Tratado de Cooperação Amazônica, em vigor desde o início da década de 80, ele visou à integração física e ao desenvolvimento da Amazônia continental. Com essa iniciativa pretendia afastar qualquer tentativa de controle internacional sobre a região. Regionalizando a solução daquele problema os países signatários (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) estariam resguardando sua capacidade de decisão na Amazônia continental. Solução que garantiria, não há dúvida, segurança pela cooperação, sem o recurso aos meios militares — se o Pacto produzisse resultados concretos no marco dessa cooperação. Explica-se porque ele não foi bem-sucedido: o rápido desenvolvimento do Brasil na Amazônia fez ressurgir entre os vizinhos amazônicos o fantasma do expansionismo brasileiro.
* Artigo originalmente publicado em Carta Internacional, Funag-USP, ano X, nº 107/108, janeiro/fevereiro de 2002, pp.19-21.
** Fundador e coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp e professor convidado do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP.
(Continua...)
sábado, 26 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
INTRODUÇÃO À DEFESA DA AMAZÔNIA
Prosseguindo com a publicação de artigos e documentos produzidos ao longo dos últimos 30 anos sobre a Amazônia, apresentamos o artigo escrito pelo professor Cavagnari Filho. O texto tem cunho histórico e analítico, desenvolvido de forma bastante didática.
1ª parte
INTRODUÇÃO À DEFESA DA AMAZÔNIA*
Geraldo Lesbat Cavagnari Filho**
O início da presença militar na Amazônia coincide com a sua conquista, em 1616, quando foi erguido o Forte do Presépio, que deu origem a Belém do Pará. Mas a primeira colônia militar só viria a se estabelecer em 1840, na região do rio Araguari — seguindo-se a instalação de outras em São João do Araguaia, São Pedro de Alcântara, Óbidos, Oiapoque e Tabatinga. Na perspectiva da construção do território brasileiro, a Amazônia era tão importante quanto o Prata, já que o Império enfrentava as ambições francesas e britânicas de acesso ao vale amazônico, assim como as pressões dos Estados Unidos para o estabelecimento da livre navegação internacional dos rios amazônicos — que seria efetivada em 1866. Os contenciosos com a França (Questão do Amapá) e Grã-Bretanha (Questão do Pirara) só viriam a ser resolvidos no início da República. No entanto, o aprofundamento da defesa da Amazônia só seria iniciado no século seguinte, quando aquelas colônias foram substituídas por pelotões de fronteira. Se bem que, aprofundamento lento e intermitente.
Às Forças Armadas coube a iniciativa da articulação da Amazônia com as áreas mais avançadas da economia brasileira, com o propósito de defendê-la da cobiça internacional — porque já estavam presentes, segundo o discurso militar, as ameaças de sua internacionalização. Na década seguinte, na década de 80, com a introdução dos direitos humanos e do meio ambiente na agenda internacional, pareceu aos militares que o futuro da Amazônia estava novamente ameaçado, agora agravado pela intenção (mais aparente que real) das grandes potências de legitimar o “direito de ingerência”. Ou seja: legitimar um pretenso “direito” auto-outorgado por elas, para ser exercido conforme seus próprios interesses e os ditames do realismo político. Assim, em face de ameaça de tal magnitude, alguns setores militares foram induzidos a reintroduzir a “teoria da conspiração” no discurso de defesa da Amazônia.
Grande parte das acusações contra o Brasil estava apoiada em provas inconsistentes — havia exageros nas denúncias. Mesmo assim, qualquer ameaça que se insinuasse já seria motivo para justificar o fortalecimento do dispositivo militar na região. A ampliação e o fortalecimento da presença militar na Amazônia foram determinados, de certo modo, segundo a lógica que enfatizava a “hipótese da conquista” do espaço amazônico pelas grandes potências — o que implicaria, obviamente, ocupação efetiva do território. Essa “hipótese” teve algum relevo quando os Estados Unidos realizavam exercícios militares na Guiana, como se eles fossem o prelúdio da aplicação da “teoria do cerco” — do “cerco” da Amazônia brasileira. Em face da possibilidade de configuração de tal “hipótese”, impunha-se então às Forças Armadas empregar a “estratégia da resistência” — que visaria, em tese, negar ou dificultar a ocupação do território amazônico pelo “invasor”, de modo que o levasse a repensar a continuidade da guerra, dado o pressuposto de que é possível resistir a uma ação militar na Amazônia.
O teatro de operações amazônico não se presta ao emprego centralizado de grandes unidades, de grandes efetivos. As operações realizadas são descentralizadas, a unidade tática de emprego é de pequeno efetivo. Nele não se configuram linhas de contato, e o controle do território é o controle de núcleos populacionais e de suas vias de acesso. A articulação das forças em terra ou é pelos rios ou é pelo ar, o que restringe a logística de grandes unidades. O teatro amazônico é, não há dúvida, o espaço adequado para uma guerra prolongada. Considerando as características inóspitas do terreno, que criam óbices consideráveis à logística, a dimensão continental de tal teatro e as condições climáticas e sanitárias desfavoráveis, uma intervenção militar na Amazônia demandaria uma mobilização de recursos de tal magnitude que uma grande potência não teria a certeza se alcançaria resultados compensadores — aliás, só a admitiria se estivesse em jogo algum interesse considerado vital. Ou seja: se essa grande potência estivesse disposta a enfrentar uma guerra prolongada. Até agora, não apareceu nenhuma disposta a enfrentá-la.
NOTAS
1 Demétrio Magnoli, O corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa do Brasil, São Paulo, Editora da Unesp – Editora Moderna, 1997, pp. 175 a 184.
2 Luiz A. P. Souto Maior, “O dever de ingerência”, in Carta Internacional, Funag-USP, ano VIII, nº 86, abril de 2000, p.2.
3 José Luiz Machado e Costa, “Balanço estratégico na América do Sul e o papel do Brasil na construção de uma visão sul-americana de defesa: condicionantes, singularidades e parâmetros”, in Política Externa, São Paulo, Paz e Terra – USP, 7(4), mar-abr-mai 1999, pp. 74-75.
4 Esta hipótese apresentei originalmente durante o debate do tema “Amazônia no contexto internacional”, no V Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais, realizado, em 29 de abril de 2000, no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina.
5 O Estado de São Paulo, edição de 12 de março de 2001.
* Artigo originalmente publicado em Carta Internacional, Funag-USP, ano X, nº 107/108, janeiro/fevereiro de 2002, pp.19-21.
** Fundador e coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp e professor convidado do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP.
(Continua...)
1ª parte
INTRODUÇÃO À DEFESA DA AMAZÔNIA*
Geraldo Lesbat Cavagnari Filho**
O início da presença militar na Amazônia coincide com a sua conquista, em 1616, quando foi erguido o Forte do Presépio, que deu origem a Belém do Pará. Mas a primeira colônia militar só viria a se estabelecer em 1840, na região do rio Araguari — seguindo-se a instalação de outras em São João do Araguaia, São Pedro de Alcântara, Óbidos, Oiapoque e Tabatinga. Na perspectiva da construção do território brasileiro, a Amazônia era tão importante quanto o Prata, já que o Império enfrentava as ambições francesas e britânicas de acesso ao vale amazônico, assim como as pressões dos Estados Unidos para o estabelecimento da livre navegação internacional dos rios amazônicos — que seria efetivada em 1866. Os contenciosos com a França (Questão do Amapá) e Grã-Bretanha (Questão do Pirara) só viriam a ser resolvidos no início da República. No entanto, o aprofundamento da defesa da Amazônia só seria iniciado no século seguinte, quando aquelas colônias foram substituídas por pelotões de fronteira. Se bem que, aprofundamento lento e intermitente.
Às Forças Armadas coube a iniciativa da articulação da Amazônia com as áreas mais avançadas da economia brasileira, com o propósito de defendê-la da cobiça internacional — porque já estavam presentes, segundo o discurso militar, as ameaças de sua internacionalização. Na década seguinte, na década de 80, com a introdução dos direitos humanos e do meio ambiente na agenda internacional, pareceu aos militares que o futuro da Amazônia estava novamente ameaçado, agora agravado pela intenção (mais aparente que real) das grandes potências de legitimar o “direito de ingerência”. Ou seja: legitimar um pretenso “direito” auto-outorgado por elas, para ser exercido conforme seus próprios interesses e os ditames do realismo político. Assim, em face de ameaça de tal magnitude, alguns setores militares foram induzidos a reintroduzir a “teoria da conspiração” no discurso de defesa da Amazônia.
Grande parte das acusações contra o Brasil estava apoiada em provas inconsistentes — havia exageros nas denúncias. Mesmo assim, qualquer ameaça que se insinuasse já seria motivo para justificar o fortalecimento do dispositivo militar na região. A ampliação e o fortalecimento da presença militar na Amazônia foram determinados, de certo modo, segundo a lógica que enfatizava a “hipótese da conquista” do espaço amazônico pelas grandes potências — o que implicaria, obviamente, ocupação efetiva do território. Essa “hipótese” teve algum relevo quando os Estados Unidos realizavam exercícios militares na Guiana, como se eles fossem o prelúdio da aplicação da “teoria do cerco” — do “cerco” da Amazônia brasileira. Em face da possibilidade de configuração de tal “hipótese”, impunha-se então às Forças Armadas empregar a “estratégia da resistência” — que visaria, em tese, negar ou dificultar a ocupação do território amazônico pelo “invasor”, de modo que o levasse a repensar a continuidade da guerra, dado o pressuposto de que é possível resistir a uma ação militar na Amazônia.
O teatro de operações amazônico não se presta ao emprego centralizado de grandes unidades, de grandes efetivos. As operações realizadas são descentralizadas, a unidade tática de emprego é de pequeno efetivo. Nele não se configuram linhas de contato, e o controle do território é o controle de núcleos populacionais e de suas vias de acesso. A articulação das forças em terra ou é pelos rios ou é pelo ar, o que restringe a logística de grandes unidades. O teatro amazônico é, não há dúvida, o espaço adequado para uma guerra prolongada. Considerando as características inóspitas do terreno, que criam óbices consideráveis à logística, a dimensão continental de tal teatro e as condições climáticas e sanitárias desfavoráveis, uma intervenção militar na Amazônia demandaria uma mobilização de recursos de tal magnitude que uma grande potência não teria a certeza se alcançaria resultados compensadores — aliás, só a admitiria se estivesse em jogo algum interesse considerado vital. Ou seja: se essa grande potência estivesse disposta a enfrentar uma guerra prolongada. Até agora, não apareceu nenhuma disposta a enfrentá-la.
NOTAS
1 Demétrio Magnoli, O corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa do Brasil, São Paulo, Editora da Unesp – Editora Moderna, 1997, pp. 175 a 184.
2 Luiz A. P. Souto Maior, “O dever de ingerência”, in Carta Internacional, Funag-USP, ano VIII, nº 86, abril de 2000, p.2.
3 José Luiz Machado e Costa, “Balanço estratégico na América do Sul e o papel do Brasil na construção de uma visão sul-americana de defesa: condicionantes, singularidades e parâmetros”, in Política Externa, São Paulo, Paz e Terra – USP, 7(4), mar-abr-mai 1999, pp. 74-75.
4 Esta hipótese apresentei originalmente durante o debate do tema “Amazônia no contexto internacional”, no V Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais, realizado, em 29 de abril de 2000, no Auditório Simon Bolívar do Memorial da América Latina.
5 O Estado de São Paulo, edição de 12 de março de 2001.
* Artigo originalmente publicado em Carta Internacional, Funag-USP, ano X, nº 107/108, janeiro/fevereiro de 2002, pp.19-21.
** Fundador e coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp e professor convidado do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da USP.
(Continua...)
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
VEJA, REVISTA.
Já publicamos postagem do site de Luis Nassif, sobre a Revista Veja, da série que o jornalista denominou "O Caso Veja". Passeando pela rede, encontramos editorial do Jornal Bancário, do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, que reproduzimos abaixo. Embora tenha sido publicado já há algum tempo e trate de um assunto já passado, o texto é bastante revelador e merecedor de repercussão.
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terça-feira, 22 de julho de 2008
LULA TEM O QUE TEMER?
Após reproduzirmos a postagem do jornalista Paulo Henrique Amorim, em seu site Conversa Afiada, de quase quatro meses atrás, sobre muitas coisas que a Operação Satiagraha só vem revelar agora, reproduzimos, abaixo, a postagem de 18 de julho, publicada bem no olho do furacão.
Em:
http://www.paulohenriqueamorim.com.br
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18/07/2008 16:05
DANTAS, “BrOi”, MENDES – É PORQUE LULA TEM MEDO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1272
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
“Ele (Serra) é sem escrúpulo, passa por cima da mãe.”
De Ciro Gomes, numa sabatina na Folha
. “Eu até imaginava que quando assinasse o acordo (da “BrOi”) até evitava isso e não estimulava”.
. Foi o que disse Daniel Dantas, ao Estadão, na primeira pág. desta edição de sábado.
. Isso é o que define a crise institucional provocada por um Presidente da República que tem medo: o Presidente Lula.
. O que "evitou isso" foram três brasileiros de que devemos nos orgulhar: o Juiz De Sanctis e os delegados Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda.
. O Supremo Presidente Gilmar Mendes acaba de provocar a maior crise institucional do Governo Lula.
. O Presidente Supremo do Supremo Tribunal Federal rachou o sistema Judiciário brasileiro ao meio e transformou a mais alta Corte numa rinha para se vingar do Juiz De Sanctis, governar o Brasil, e ser, de direito, seu futuro Presidente.
. Mendes deu o Golpe.
. Deu o Golpe nas barbas de um Supremo omisso, que está em casa, a assistir a crise pela televisão.
. De onze juizes do Supremo, o Presidente Lula, o que tem medo, nomeou 6 ministros.
. Cadê eles ?
. Vão deixar Mendes, o Supremo Presidente, acabar de destruir o Supremo ?
. Estão na missa ?
. Estudam Yoga ?
. Escrevem novelas picantes ?
. Enquanto o Supremo Presidente desmoraliza o sistema Judiciário ...
. Se o Presidente Lula não tivesse medo, aumentava o número de juízes da Suprema Corte, como fez o general Castello Branco.
. Ou como o presidente Nestor Kirchner, esse, sim, um presidente que não tem medo: mandava para a rua os ministros nomeados pelo Carlos Menem.
. Dantas deu dois golpes no Presidente que tem medo, o Presidente Lula.
. Este, de Mendes, é o segundo.
. O primeiro, foi o mensalão.
. Dantas é o pai e a mãe do mensalão.
. Agora, para desmoralizar o Governo do Presidente que tem medo, o PiG diz que a investigação sobre Dantas nasceu no mensalão.
. Não é verdade, o gérmen de Dantas é a privatização do Farol de Alexandria.
. Mas, na época do mensalão, o PiG escondeu e protegeu Dantas.
. Naquele momento, como disse o assessor do Presidente, Gilberto Carvalho, que está atolado até o pescoço na patranha da “BrOi”, no mensalão, dois ministros (ligados a Dantas) foram a Lula dizer para ele renunciar ao segundo mandato.
. Foram os ministros Márcio Thomaz Bastos (*) e Antônio Palocci, que, a certa altura dessa investigação, vão aparecer, ligados de forma umbelical a Dantas.
. Dantas quase derrubou o Presidente que tem medo ali, naquela primeira crise.
. Na crise em que a Folha (da Tarde*2) transformou Roberto Jefferson em Thomas Jefferson.
. Agora, nessa segunda crise, com a ajuda de um presidente do Supremo notoriamente insensato, Dantas é o pai e a mãe, também.
. Um dia, Dantas vai derrubar o presidente que tem medo.
. Ainda dá tempo.
. O presidente que tem medo achou que, se fizesse a “BrOi”, calava a boca de Dantas e silenciava a turma do Farol de Alexandria, o FHC, que inscreveu Dantas na lista dos “mais ricos do mundo”.
. O Presidente que tem medo achou que ia fazer “el gran acuerdo”.
. Mandava a Dilma botar uma grana do BNDES no negócio; dava a Dantas um cala-a-boca de US$ 1 bilhão; e obrigava os fundos a perdoar as ações que moviam contra Dantas (na vã esperança de que Dantas renunciaria a processá-los na Justiça).
. De quebra, calava-a-boca do Farol, que sua nas mãos quando ouve falar em “Daniel Dantas” e “disco rígido”.
. O presidente que tem medo, o Presidente Lula, também deve ter medo do “disco rígido” do Opportunity.
. Por isso, deixou que a metástase de Dantas subisse a rampa do Palácio.
. O chefe da Casa Civil, José Dirceu, aparece numa degravação da PF associado ao nome da jornalista da Folha (da Tarde*) Andréa Michael, como sendo especialista numa chamada “conta-curral” (*3).
. Diz Humberto, o Humberto Braz, o genial “Guga”, da quadrilha de Dantas, segundo a Polícia Federal: vamos resolver a consultoria dele em duas vezes ... na “conta-curral”.
. Diz Gilberto Carvalho, assessor pessoal do Presidente da República, o que tem medo: tá.
. Completa “Guga”: 50% já e 50% quando o meio ambiente aprovar...
. Esse é o presidente eterno do PT e chefa da Casa Civil do Presidente que tem medo.
. No lugar dele, entrou a Ministra Dilma Rousseff.
. A Ministra Rousseff me disse a mim, Paulo Henrique Amorim, que a fusão da Brasil Telecom com a Oi só sairia se um grupo empresarial brasileiro botasse dinheiro do próprio bolso.
. Mas, o presidente que tem medo convenceu Rousseff a mudar de idéia.
. E ela aparece nas investigações com o “Gomes”.
. “Gomes” é, na quadrilha de Dantas, o codinome de Luiz Eduardo Greenhalgh.
. “Gomes” era um dos heróis do PT, quase eleito Presidente da Câmara.
. Advogado de presos políticos.
. No auge da crise do “caso Celso Daniel”, o presidente que tem medo incumbiu “Gomes” de acompanhar pessoalmente o caso, a investigação, os bastidores para fazer um relatório reservado ao presidente que tem medo.
. Tal era a confiança que unia os dois: Lula e “Gomes”.
. A “BrOi” está no centro desta crise.
. A “BrOi” é a maior patranha empresarial brasileira e ela foi negociada dentro do Palácio do Planalto, com o aval do presidente que tem medo.
. Dantas está certíssimo.
. Ele tem razão.
. A “BrOi” era para pacificar tudo.
. Botar uma pedra em cima.
. Esquecer o passado.
. Deixar o disco rígido no cofre da ministra Ellen Gracie.
. E cochichar no ouvido do Farol:
- Fica tranqüilo. O disco rígido está debaixo do tapete. Ninguém vai meter a mão naquilo. Liga pro Serra e diz pra ele pra ficar tranqüilo. Eu seguro a tua barra e você segura a minha. Lá na frente a gente acerta isso tudo com o Aécio.
. A “BrOi” só saiu porque Dantas recebeu o cala-a-boca.
. Ele mandou o empregado José Dirceu dizer ao presidente que tem medo: se não pagar, chuto o pau da barraca e o PT vai virar um PTB.(*4)
. Dantas, o “blue eyes” das gravações da PF, falou com aquele sotaque rouco do Marlon Branco no “Poderoso Chefão”: “I’ll make you an offer you can’t refuse”.
Em tempo: quem quiser entender a “lógica” da decisão do Supremo Presidente Gilmar Mendes ao dar fuga a Dantas pela segunda vez, basta ler a capa da “revista” IstoÉ Dinheiro, assinada pelo chefe de redação do Sistema Dantas de Comunicação, o “jornalista” Leonardo Attuch. Está lá toda a “lógica" do Supremo Presidente. Especialmente o “argumento” de que as provas foram plantadas. O Supremo Presidente não perdoa: chamou os policiais federais de gangsters e agora de plantadores de provas. A explicação está no Attuch.
Em tempo 2: aguarde! Você não pode perder! Mangabeira também está no relatório.
(*) Num domingo, a revista Veja chegou às bancas em Brasília. Tinha na capa a reportagem que Dantas escreveu, com a ajuda providencial de Márcio Aith, com a conta secreta do presidente Lula no exterior. Na quarta-feira à noite, o então Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, foi comer quibe cru na casa do senador Heráclito Fortes, na companhia de outra parte da Bancada Dantas no Congresso: Sigmaringa Seixas (que reaparece com notoriedade nas degravações da Polícia Federal, sempre ao lado de Dantas), e José Eduardo Cardozo. O convidado de honra do jantar – ele, na verdade, come pouco – era Daniel Dantas. Que negou de pés juntos que tivesse escrito, a quatro mãos, a capa da Veja. Thomaz Bastos é do escritório que Dantas contratou para processar Mino Carta. (A nova Polícia Federal, da gestão Tarso Genro, indiciou Dantas por essa reportagem na Lei de Imprensa !)
(*2) Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar, como fez a Folha, que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – site Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.
(*3) Será que não é para pagar em boi ?
(*4) Quem transformou o PTB de Vargas, Jango e Brizola em PTB de Roberto Jefferson foram Golbery e a “infiltrada” Ivete Vargas (do PTB de SÃO PAULO ...). Quem transformou o PT em PTB de Roberto Jefferson foi o Daniel Dantas. Como dizia o Brizola, “o PT é a UDN de tamancas”.
Em:
http://www.paulohenriqueamorim.com.br
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18/07/2008 16:05
DANTAS, “BrOi”, MENDES – É PORQUE LULA TEM MEDO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1272
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista
“Ele (Serra) é sem escrúpulo, passa por cima da mãe.”
De Ciro Gomes, numa sabatina na Folha
. “Eu até imaginava que quando assinasse o acordo (da “BrOi”) até evitava isso e não estimulava”.
. Foi o que disse Daniel Dantas, ao Estadão, na primeira pág. desta edição de sábado.
. Isso é o que define a crise institucional provocada por um Presidente da República que tem medo: o Presidente Lula.
. O que "evitou isso" foram três brasileiros de que devemos nos orgulhar: o Juiz De Sanctis e os delegados Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda.
. O Supremo Presidente Gilmar Mendes acaba de provocar a maior crise institucional do Governo Lula.
. O Presidente Supremo do Supremo Tribunal Federal rachou o sistema Judiciário brasileiro ao meio e transformou a mais alta Corte numa rinha para se vingar do Juiz De Sanctis, governar o Brasil, e ser, de direito, seu futuro Presidente.
. Mendes deu o Golpe.
. Deu o Golpe nas barbas de um Supremo omisso, que está em casa, a assistir a crise pela televisão.
. De onze juizes do Supremo, o Presidente Lula, o que tem medo, nomeou 6 ministros.
. Cadê eles ?
. Vão deixar Mendes, o Supremo Presidente, acabar de destruir o Supremo ?
. Estão na missa ?
. Estudam Yoga ?
. Escrevem novelas picantes ?
. Enquanto o Supremo Presidente desmoraliza o sistema Judiciário ...
. Se o Presidente Lula não tivesse medo, aumentava o número de juízes da Suprema Corte, como fez o general Castello Branco.
. Ou como o presidente Nestor Kirchner, esse, sim, um presidente que não tem medo: mandava para a rua os ministros nomeados pelo Carlos Menem.
. Dantas deu dois golpes no Presidente que tem medo, o Presidente Lula.
. Este, de Mendes, é o segundo.
. O primeiro, foi o mensalão.
. Dantas é o pai e a mãe do mensalão.
. Agora, para desmoralizar o Governo do Presidente que tem medo, o PiG diz que a investigação sobre Dantas nasceu no mensalão.
. Não é verdade, o gérmen de Dantas é a privatização do Farol de Alexandria.
. Mas, na época do mensalão, o PiG escondeu e protegeu Dantas.
. Naquele momento, como disse o assessor do Presidente, Gilberto Carvalho, que está atolado até o pescoço na patranha da “BrOi”, no mensalão, dois ministros (ligados a Dantas) foram a Lula dizer para ele renunciar ao segundo mandato.
. Foram os ministros Márcio Thomaz Bastos (*) e Antônio Palocci, que, a certa altura dessa investigação, vão aparecer, ligados de forma umbelical a Dantas.
. Dantas quase derrubou o Presidente que tem medo ali, naquela primeira crise.
. Na crise em que a Folha (da Tarde*2) transformou Roberto Jefferson em Thomas Jefferson.
. Agora, nessa segunda crise, com a ajuda de um presidente do Supremo notoriamente insensato, Dantas é o pai e a mãe, também.
. Um dia, Dantas vai derrubar o presidente que tem medo.
. Ainda dá tempo.
. O presidente que tem medo achou que, se fizesse a “BrOi”, calava a boca de Dantas e silenciava a turma do Farol de Alexandria, o FHC, que inscreveu Dantas na lista dos “mais ricos do mundo”.
. O Presidente que tem medo achou que ia fazer “el gran acuerdo”.
. Mandava a Dilma botar uma grana do BNDES no negócio; dava a Dantas um cala-a-boca de US$ 1 bilhão; e obrigava os fundos a perdoar as ações que moviam contra Dantas (na vã esperança de que Dantas renunciaria a processá-los na Justiça).
. De quebra, calava-a-boca do Farol, que sua nas mãos quando ouve falar em “Daniel Dantas” e “disco rígido”.
. O presidente que tem medo, o Presidente Lula, também deve ter medo do “disco rígido” do Opportunity.
. Por isso, deixou que a metástase de Dantas subisse a rampa do Palácio.
. O chefe da Casa Civil, José Dirceu, aparece numa degravação da PF associado ao nome da jornalista da Folha (da Tarde*) Andréa Michael, como sendo especialista numa chamada “conta-curral” (*3).
. Diz Humberto, o Humberto Braz, o genial “Guga”, da quadrilha de Dantas, segundo a Polícia Federal: vamos resolver a consultoria dele em duas vezes ... na “conta-curral”.
. Diz Gilberto Carvalho, assessor pessoal do Presidente da República, o que tem medo: tá.
. Completa “Guga”: 50% já e 50% quando o meio ambiente aprovar...
. Esse é o presidente eterno do PT e chefa da Casa Civil do Presidente que tem medo.
. No lugar dele, entrou a Ministra Dilma Rousseff.
. A Ministra Rousseff me disse a mim, Paulo Henrique Amorim, que a fusão da Brasil Telecom com a Oi só sairia se um grupo empresarial brasileiro botasse dinheiro do próprio bolso.
. Mas, o presidente que tem medo convenceu Rousseff a mudar de idéia.
. E ela aparece nas investigações com o “Gomes”.
. “Gomes” é, na quadrilha de Dantas, o codinome de Luiz Eduardo Greenhalgh.
. “Gomes” era um dos heróis do PT, quase eleito Presidente da Câmara.
. Advogado de presos políticos.
. No auge da crise do “caso Celso Daniel”, o presidente que tem medo incumbiu “Gomes” de acompanhar pessoalmente o caso, a investigação, os bastidores para fazer um relatório reservado ao presidente que tem medo.
. Tal era a confiança que unia os dois: Lula e “Gomes”.
. A “BrOi” está no centro desta crise.
. A “BrOi” é a maior patranha empresarial brasileira e ela foi negociada dentro do Palácio do Planalto, com o aval do presidente que tem medo.
. Dantas está certíssimo.
. Ele tem razão.
. A “BrOi” era para pacificar tudo.
. Botar uma pedra em cima.
. Esquecer o passado.
. Deixar o disco rígido no cofre da ministra Ellen Gracie.
. E cochichar no ouvido do Farol:
- Fica tranqüilo. O disco rígido está debaixo do tapete. Ninguém vai meter a mão naquilo. Liga pro Serra e diz pra ele pra ficar tranqüilo. Eu seguro a tua barra e você segura a minha. Lá na frente a gente acerta isso tudo com o Aécio.
. A “BrOi” só saiu porque Dantas recebeu o cala-a-boca.
. Ele mandou o empregado José Dirceu dizer ao presidente que tem medo: se não pagar, chuto o pau da barraca e o PT vai virar um PTB.(*4)
. Dantas, o “blue eyes” das gravações da PF, falou com aquele sotaque rouco do Marlon Branco no “Poderoso Chefão”: “I’ll make you an offer you can’t refuse”.
Em tempo: quem quiser entender a “lógica” da decisão do Supremo Presidente Gilmar Mendes ao dar fuga a Dantas pela segunda vez, basta ler a capa da “revista” IstoÉ Dinheiro, assinada pelo chefe de redação do Sistema Dantas de Comunicação, o “jornalista” Leonardo Attuch. Está lá toda a “lógica" do Supremo Presidente. Especialmente o “argumento” de que as provas foram plantadas. O Supremo Presidente não perdoa: chamou os policiais federais de gangsters e agora de plantadores de provas. A explicação está no Attuch.
Em tempo 2: aguarde! Você não pode perder! Mangabeira também está no relatório.
(*) Num domingo, a revista Veja chegou às bancas em Brasília. Tinha na capa a reportagem que Dantas escreveu, com a ajuda providencial de Márcio Aith, com a conta secreta do presidente Lula no exterior. Na quarta-feira à noite, o então Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, foi comer quibe cru na casa do senador Heráclito Fortes, na companhia de outra parte da Bancada Dantas no Congresso: Sigmaringa Seixas (que reaparece com notoriedade nas degravações da Polícia Federal, sempre ao lado de Dantas), e José Eduardo Cardozo. O convidado de honra do jantar – ele, na verdade, come pouco – era Daniel Dantas. Que negou de pés juntos que tivesse escrito, a quatro mãos, a capa da Veja. Thomaz Bastos é do escritório que Dantas contratou para processar Mino Carta. (A nova Polícia Federal, da gestão Tarso Genro, indiciou Dantas por essa reportagem na Lei de Imprensa !)
(*2) Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar, como fez a Folha, que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – site Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.
(*3) Será que não é para pagar em boi ?
(*4) Quem transformou o PTB de Vargas, Jango e Brizola em PTB de Roberto Jefferson foram Golbery e a “infiltrada” Ivete Vargas (do PTB de SÃO PAULO ...). Quem transformou o PT em PTB de Roberto Jefferson foi o Daniel Dantas. Como dizia o Brizola, “o PT é a UDN de tamancas”.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
DANTAS, BrOi, MENSALÃO, FHC, LULA...
O texto abaixo, é a reprodução da postagem de 28 de março (ou seja, há quase quatro meses atrás) do site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Pelo que pode ser revisto, não há tanta novidade assim nessa Operação Satiagraha. O que faltou foi repercussão (ou operação abafa) das dezenas de denúncias do jornalista.
Essa é apenas uma, das dezenas de denúncias apresentadas pela site Conversa Afiada. Em http://www.paulohenriqueamorim.com.br
muito mais pode ser visto, revisto e analisado.
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Na forca de Dantas, Lula continua com a corda no pescoço
28/03 - 23h00
LULA TIRA DANTAS DA FORCA E FAZ “EL GRAN ACUERDO” COM FHC
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1041
. A criação da “BrOi” deixa todo mundo feliz.
. Só quem perde é o consumidor, já que a “BrOi” terá 70% do mercado...
. Dantas fica felicíssimo, porque mete a mão na grana e se livra da ação do Citi em Nova York.
. A única coisa que poderia deixar Dantas pobre seria a ação do Citi em Nova York – coisa de US$ 1 bilhão.
. Dantas fica feliz, porque se beneficia do clima de ufanismo empresarial – o Brasil criou uma major no mundo das telecomunicações assim como a Ambev...
. O “conosco ninguém podemos” inibirá qualquer ação que a Polícia Federal e a Justiça pudessem tomar contra ele.
. Como tocar num Herói da Pátria ?
. Dantas está feliz porque mantém nas mãos o poder de ir para cima dos fundos e da “BrOi”, do PT e do PSDB, porque ele tem todos nas mãos.
. Quem assinar esse acordo - nos Fundos, no BNDES, na Brasil Telecom e na Oi - pode, em pouco tempo, ser encontrado, na beira de um rio, com a boca cheia de formiga, porque Dantas é insaciável.
. Fica feliz o Farol de Alexandria.
. Dantas e a privatização da Telebras eram o maior esqueleto que FHC e os tucanos têm no armário.
. Por causa da privatização, presidentes neo-liberais da América Latina foram parar na Justiça: Salinas, no México; Fujimori, no Peru; Menem, na Argentina...
. O Presidente Lula botou o esqueleto de FHC no seu próprio armário e deixou FHC aliviado.
. Fica feliz o presidente eleito José Serra.
. A Decidir.com, Inc, empresa da filha de Serra que Dantas financiou, é apenas um dos capítulos da tenebrosa relação entre Serra e Dantas.
. Ficam felizes José Dirceu (que trabalha para Dantas), o PT e sua bancada na Câmara – José Eduardo Cardozo à frente - e no Senado - porque Dantas tem eles na mão.
. E, em alguns casos, no bolso.
. Ficam felizes os tucanos na Câmara e no Senado, porque Dantas tem eles na mão.
. E, em alguns casos, no bolso.
. Ficam felizes os Fundos.
. Porque acham que se livraram de Dantas e fizeram o que o Presidente Lula mandou.
. Porque, como bons contabilistas, acham que fizeram um bom negócio da perspectiva atuarial.
. Fica feliz o Citi, porque pensa que se livra de Dantas , põe um dinheiro no bolso e corre para reforçar o caixa do Citi de Nova York.
. Ficam felizes os empresários (?) Carlos Jereissati e Sérgio Andrade que vão aplicar na “BrOi” a tecnologia da Pegasus – tomar dinheiro dos trouxas (BNDES e Fundos), não botar um tusta e pedir champanhe brut rose e voar de planador...
. “Pegasus", a mãe de todas as “BrOi”.
. Fica feliz o Presidente Lula, porque acha que se livra de Dantas.
. Dantas, que quase o derruba no mensalão.
. Dantas que alimentava as “reportagens” de capa da Veja.
. Agora, se ele pensa que se livrou de Dantas, ledo engano.
. Dantas vai buscar o último centavo.
. E, se por acaso, Dantas for preso ?
. E se aparecer um Juiz serio, que cruze com Dantas numa esquina da Avenida Paulista ?
. Como fica o Presidente Lula, depois de tirar Dantas da forca?
. O respeitado jornalista Rubens Glasberg conversou com um presidente de Fundo.
. Eles só falam em off: Fundos, “BrOi”, BNDES – por que será ?
. O presidente deste Fundo disse a Rubens que o acordo com Dantas é como fazer acordo com o traficante que comanda a favela, para poder viver em paz...
. Que pais é este ?
. A maior operação empresarial pressupõe um acordo com o traficante que manda na favela...
. Dantas corrompeu o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
. Ele é a metástase deste sistema político que esta aí.
. Quando o Presidente Lula se elegeu pela primeira vez, eu disse a Rubens Glasberg: ou o Presidente Lula acaba com Dantas em três meses, ou Dantas acaba com ele.
. E resolvi testar a hipótese numa entrevista com o recém empossado ministro da Fazenda Antônio Palocci.
. Avisei seu escudeiro, o jornalista Marcelo Netto, que gostaria de entrevistar Palocci sobre Dantas e a permanência de Luis Cantidiano (parceiro de Dantas) na CVM.
. Pedi.
. Pedi.
. E nada.
. Quero conversar com o Ministro Palocci sobre Dantas.
. E nada.
. Palocci é o único Ministro da Fazenda, desde Delfim Netto no Governo Médici, que não consegui entrevistar...
. Dantas quase derrubou Lula com o mensalão.
. Marcos Valério era apenas do duto do mensalão – a grana vinha de Dantas.
. “Falta alguém no mensalão – Dantas”.
. Lula, agora, tira Dantas da forca.
. E tira Dantas do armário de FHC.
. Mas, na forca de Dantas, Lula continua lá, com a corda no pescoço...
Em tempo: Dantas corrompeu o Primeiro, o Segundo e o Terceiro Poder - e especialmente o Quarto -
. O SDC (Sistema Dantas de Comunicacao) está aflito, para ver quem dá a notícia que mais deixará o patrão feliz ...
Essa é apenas uma, das dezenas de denúncias apresentadas pela site Conversa Afiada. Em http://www.paulohenriqueamorim.com.br
muito mais pode ser visto, revisto e analisado.
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Na forca de Dantas, Lula continua com a corda no pescoço
28/03 - 23h00
LULA TIRA DANTAS DA FORCA E FAZ “EL GRAN ACUERDO” COM FHC
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1041
. A criação da “BrOi” deixa todo mundo feliz.
. Só quem perde é o consumidor, já que a “BrOi” terá 70% do mercado...
. Dantas fica felicíssimo, porque mete a mão na grana e se livra da ação do Citi em Nova York.
. A única coisa que poderia deixar Dantas pobre seria a ação do Citi em Nova York – coisa de US$ 1 bilhão.
. Dantas fica feliz, porque se beneficia do clima de ufanismo empresarial – o Brasil criou uma major no mundo das telecomunicações assim como a Ambev...
. O “conosco ninguém podemos” inibirá qualquer ação que a Polícia Federal e a Justiça pudessem tomar contra ele.
. Como tocar num Herói da Pátria ?
. Dantas está feliz porque mantém nas mãos o poder de ir para cima dos fundos e da “BrOi”, do PT e do PSDB, porque ele tem todos nas mãos.
. Quem assinar esse acordo - nos Fundos, no BNDES, na Brasil Telecom e na Oi - pode, em pouco tempo, ser encontrado, na beira de um rio, com a boca cheia de formiga, porque Dantas é insaciável.
. Fica feliz o Farol de Alexandria.
. Dantas e a privatização da Telebras eram o maior esqueleto que FHC e os tucanos têm no armário.
. Por causa da privatização, presidentes neo-liberais da América Latina foram parar na Justiça: Salinas, no México; Fujimori, no Peru; Menem, na Argentina...
. O Presidente Lula botou o esqueleto de FHC no seu próprio armário e deixou FHC aliviado.
. Fica feliz o presidente eleito José Serra.
. A Decidir.com, Inc, empresa da filha de Serra que Dantas financiou, é apenas um dos capítulos da tenebrosa relação entre Serra e Dantas.
. Ficam felizes José Dirceu (que trabalha para Dantas), o PT e sua bancada na Câmara – José Eduardo Cardozo à frente - e no Senado - porque Dantas tem eles na mão.
. E, em alguns casos, no bolso.
. Ficam felizes os tucanos na Câmara e no Senado, porque Dantas tem eles na mão.
. E, em alguns casos, no bolso.
. Ficam felizes os Fundos.
. Porque acham que se livraram de Dantas e fizeram o que o Presidente Lula mandou.
. Porque, como bons contabilistas, acham que fizeram um bom negócio da perspectiva atuarial.
. Fica feliz o Citi, porque pensa que se livra de Dantas , põe um dinheiro no bolso e corre para reforçar o caixa do Citi de Nova York.
. Ficam felizes os empresários (?) Carlos Jereissati e Sérgio Andrade que vão aplicar na “BrOi” a tecnologia da Pegasus – tomar dinheiro dos trouxas (BNDES e Fundos), não botar um tusta e pedir champanhe brut rose e voar de planador...
. “Pegasus", a mãe de todas as “BrOi”.
. Fica feliz o Presidente Lula, porque acha que se livra de Dantas.
. Dantas, que quase o derruba no mensalão.
. Dantas que alimentava as “reportagens” de capa da Veja.
. Agora, se ele pensa que se livrou de Dantas, ledo engano.
. Dantas vai buscar o último centavo.
. E, se por acaso, Dantas for preso ?
. E se aparecer um Juiz serio, que cruze com Dantas numa esquina da Avenida Paulista ?
. Como fica o Presidente Lula, depois de tirar Dantas da forca?
. O respeitado jornalista Rubens Glasberg conversou com um presidente de Fundo.
. Eles só falam em off: Fundos, “BrOi”, BNDES – por que será ?
. O presidente deste Fundo disse a Rubens que o acordo com Dantas é como fazer acordo com o traficante que comanda a favela, para poder viver em paz...
. Que pais é este ?
. A maior operação empresarial pressupõe um acordo com o traficante que manda na favela...
. Dantas corrompeu o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.
. Ele é a metástase deste sistema político que esta aí.
. Quando o Presidente Lula se elegeu pela primeira vez, eu disse a Rubens Glasberg: ou o Presidente Lula acaba com Dantas em três meses, ou Dantas acaba com ele.
. E resolvi testar a hipótese numa entrevista com o recém empossado ministro da Fazenda Antônio Palocci.
. Avisei seu escudeiro, o jornalista Marcelo Netto, que gostaria de entrevistar Palocci sobre Dantas e a permanência de Luis Cantidiano (parceiro de Dantas) na CVM.
. Pedi.
. Pedi.
. E nada.
. Quero conversar com o Ministro Palocci sobre Dantas.
. E nada.
. Palocci é o único Ministro da Fazenda, desde Delfim Netto no Governo Médici, que não consegui entrevistar...
. Dantas quase derrubou Lula com o mensalão.
. Marcos Valério era apenas do duto do mensalão – a grana vinha de Dantas.
. “Falta alguém no mensalão – Dantas”.
. Lula, agora, tira Dantas da forca.
. E tira Dantas do armário de FHC.
. Mas, na forca de Dantas, Lula continua lá, com a corda no pescoço...
Em tempo: Dantas corrompeu o Primeiro, o Segundo e o Terceiro Poder - e especialmente o Quarto -
. O SDC (Sistema Dantas de Comunicacao) está aflito, para ver quem dá a notícia que mais deixará o patrão feliz ...
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