terça-feira, 31 de março de 2009

O QUE ESTAMOS FAZENDO COM O NOSSO OCEANO?

Vistos, em tempos modernos, como imensas latas de lixo, desaguadouros de esgotos e depósitos de resíduos tóxicos e radioativos, os oceanos mostram sinais de esgotamento.

Campinas - Quem tem mais de 40 anos e se aventurou pelas praias brasileiras, outrora desertas, talvez se lembre de quando Trindade, na divisa Rio-São Paulo, era um lugar perdido onde só se chegava a pé. Ou de quando a São Sebastião-Bertioga era dos surfistas e malucos, que tinham paciência de enfrentar 6 ou 7 horas de estradas de barro e caminhos nas praias, atravessando rios a vau e vigiando a maré. E os rios Camburi, Una, Juqueí e Sahí percorriam os sertões de casas alternativas, sem carregar esgotos. E Trancoso, na Bahia, era um pacato povoado à beira de um mar muito azul e a praia do Francês, em Alagoas, não tinha multidões de turistas, assim como Canoa Quebrada, Angra dos Reis, Genipabu, Juréia, Fernando de Noronha, Abrolhos…Quem conheceu esses paraísos antes da ocupação desordenada, dos axés e luaus estridentes e ininterruptos, do excesso de lotação e lixo, na areia e no mar, teve sorte, muita sorte. O Brasil de praias selvagens, beira de mata, altas ondas, mares tranqüilos, cheio de peixes e muita saúde está desaparecendo. Restam alguns cantos escondidos, pequenas praias onde só se chega por trilhas ou barcos, piscinas cercadas de recifes de coral, de difícil acesso. Mas mesmo essas começam a figurar na rotas dos saveiros/jangadas de turismo e vão sucumbindo ao pisoteio de massa, à falta de cuidado, à ausência de saneamento básico ou coleta de lixo e, sobretudo, à falta crônica de educação e conhecimento sobre os impactos do desordenamento humano sobre os ecossistemas costeiros e marinhos.Em qualquer lugar dos 8 mil quilômetros de costa brasileira, onde se construiu acesso - rodovias, sobretudo - a paisagem se transformou aceleradamente, em prejuízo dos mangues, dos estuários e barras de rios, do mar e, claro, de todos os seres que compõem a sua biodiversidade. Não por falta de alternativas, porque o Brasil teria tecnologia para evitar tal desastre, se usasse uma ferramenta chamada planejamento, tão antiga quanto as primeiras cidades. Nem por falta de avisos, porque o Brasil teve autoridades, cientistas e simples freqüentadores de seus paraísos costeiros, que se preocuparam em lutar contra a especulação imobiliária e a versão mais comum - e devastadora - do turismo.Faltou acreditar que os oceanos, apesar de imensos, tem limites e podem se degradar a partir do que se faz em terra. Faltou tomar a decisão política de não ceder ao mais fácil, ao mais lucrativo, ao mais imediato, e pensar a longo prazo.O erro não é exclusivamente brasileiro. Processos muito semelhantes acontecem em todos os cantos do mundo. Cada metro de praia bonita vale muito dinheiro e a preservação costuma perder, em todas as línguas, para a especulação imobiliária ou para as necessidades industriais e urbanas.O problema é insistir no erro, mesmo agora, quando os oceanos mostram sinais claros de que estão se degradando rapidamente e, em alguns casos, isso pode ser irreversível. Não estamos mais perdendo "apenas" os paraísos dos surfistas, mergulhadores, velejadores ou mochileiros. Estamos perdendo o equilíbrio da vida marinha e, com ele, vai embora também o equilíbrio da vida na Terra, pois os oceanos regulam o clima, a química da atmosfera, a circulação de água, além de fornecer alimento, com seus estoques pesqueiros.Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, ONU, cerca de 70% das substâncias químicas e resíduos, que contaminam os oceanos vem de atividades humanas na zona costeira. Os outros 30% vem de acidentes ou descargas feitas por navios, plataformas de petróleo e incineradores de alto mar. Todos os anos são despejadas pelo menos 6,5 milhões de toneladas de lixo nos oceanos, sem contar os navios de cargas tóxicas, que misteriosamente desaparecem ou voltam ao porto vazios, depois de serem recusados por vários países; ou as contínuas descargas de esgotos; ou vazamentos não noticiados; ou naufrágios de submarinos nucleares e assim por diante.Os oceanos são imensos e parecem capazes de absorver tudo isso. Mas não são infinitos. O lixo e as descargas biológicas e tóxicas não desaparecem, nem se subtraem: eles se somam e se acumulam. E tem efeitos sobre a vida marinha. Basta lembrar dos encalhes de baleias e golfinhos, cujos sistema de navegação pode ser afetado pela poluição. Ou recordar a triste figura das aves cobertas de petróleo, debatendo-se como mortas-vivas. Ou analisar o grau de contaminação dos peixes de mangues, junto a aglomerações humanas, que, apesar de acumularem metais pesados, derivados de petróleo ou vetores de doenças, continuam sendo consumidos, diante da falta de opção de boa parte da população.É necessário e urgente dar mais atenção a estes sinais e buscar a proteção aos oceanos nos fóruns internacionais, que discutem convenções, acordos e tratados ambientais. Mas não só. O caminho para interromper o círculo vicioso e iniciar a recuperação dos oceanos começa no fim de semana de sol de cada um. Em movimentos domésticos de limpeza das praias e defesa do mar e seus habitantes, na interrupção e reversão da ocupação desordenada da zona costeira.É evidente que a imensa massa de água dos oceanos, os grandes recifes de coral e os estoques pesqueiros industriais não podem ser salvos por um surfista catando lata na praia; ou um hotel, que constrói sua própria estação de tratamento de esgotos; ou um turista, que deixa de comer lagosta no período de defeso. Mas, de grão em grão, até praias selvagens é possível reconstruir.


Autor: Programa Rede Jovem

Nome: Por Liana John

E-mail: comunicacao@redejovem.org.br

domingo, 29 de março de 2009

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL É MITO?

Sustentável é aquilo que se pode manter, conservar; é o que pode permanecer e continuar, sem se esgotar, a partir dos processos de renovação, de conservação. Sustentabilidade existe no mundo natural, na reciclagem da matéria. Os elementos químicos que formam o ar atmosférico, as rochas, o solo e a água são utilizados inicialmente pelos produtores, passam pelas cadeias alimentares e os detritos, assim como os cadáveres, são decompostos pelos microorganismos, principalmente bactérias e fungos, sendo devolvidos ao ambiente e assim estão prontos para serem reutilizados, em um processo contínuo.A reciclagem, palavra de ordem da natureza, é um dos fatores de equilíbrio e devia ser imitado pela sociedade humana. Pensar em desenvolvimento sustentável, requer, em primeiro lugar, refletir sobre qualidade de vida. Muitas pessoas traduzem qualidade de vida como quantidade de produtos a serem consumidos e acumulados pelos indivíduos. Ao mesmo tempo comparam a natureza a um grande supermercado, onde os produtos estão dispostos para serem tomados, independentemente de suas características e possibilidades de renovação, e de sua articulação com os demais ítens nas outras prateleiras. No entanto, percebe-se, hoje, com mais clareza, que não existe espaço suficiente no planeta para abrigar todo o resíduo das atividades humanas. Esse resíduo, conhecido simplesmente como lixo, é o resultado de produção e consumo desenfreados, em nome de tecnologia, conforto e bem estar do ser humano. No entanto, começamos a nos defrontar com um grande problema, nem os princípios da reciclagem: reduzir, reutilizar e reciclar, se fossem bem seguidos, poderiam nos livrar do problema do lixo. É preciso refletir, não somente nesses três importantes princípios, mas também em não gerar lixo. Além disso esbarramos no problema de esgotamento da biodiversidade, e degradação dos recursos naturais, solo e água, em nome do crescimento populacional e consequentemente, expansão das fronteiras agrícolas, para sustento da população. Apesar de "desenvolvimento sustentável" ser tema de indiscutível importância, fala-se muito e pratica-se muito pouco. Ora, se degradamos solo onde devemos produzir alimento, e a água, que além de imprescindível à produção de alimento, é a essência de toda a vida do planeta, se continuamos a destruir ecossistemas naturais, se geramos e não conseguimos reciclar todo o resíduo que produzimos e poluímos o ambiente, contínua e ativamente, quais serão as conseqüências? É urgente lembrar que o planeta, com seus seis bilhões ou mais habitantes, será sempre a somatória de cada indivíduo! O dia para mudar de atitude, já está indo embora. Será que não vamos fazer nada?


Autor: Programa Rede Jovem

Nome: Por Maria Vitória Ferrari Tomé

E-mail: comunicacao@redejovem.org.br

sexta-feira, 27 de março de 2009

TERCEIRO MILÊNIO: EVOLUÍMOS PESSOALMENTE OU REGREDIMOS?

Antigamente os animais vivam com os homens na floresta, de uma maneira pacífica e harmoniosa, eram irmãos e se ajudavam mutuamente, sempre que os animais precisavam de algo, os homens e a floresta estavam sempre dispostos a cooperarem.Mas acontece que, os animais começaram a perceber que poderiam ser mais do que eram, que poderiam crescer e evoluir fora daquele ambiente. Pensando assim, os animais reuniram os da sua espécie e partiram em busca de novas terras, deixando os homens e seus descendentes para trás. Chagando do outro lado da floresta encontraram um lugar paradisíaco, com águas cristalinas, riquezas minerais, boa terra para plantio, ar puro e todos os recursos naturais para sua sobrevivência. Os anos se passaram e os animais construíram casas, inventaram a escrita, o comércio, a política e seus governantes, expandiram em direção a outros continentes que foram colonizados por estes animais. Cada espécie de animal foi conquistando novas terras e no final de um período todo o planeta estava sendo habitado por animais.Enquanto isso naquela floresta do início desta estória, os homens que ali viviam sofriam freqüentemente agressões por parte dos animais que voltaram com a desculpa de descobrimento das terras, e passaram a escravizar os homens, tanto fisicamente como psicologicamente. Houve matança, contrabando e desrespeito a várias espécies de homens, até a floresta que tanto ajudou, foi devastada pelos animais, ficando seus recursos limitados quando não extintos assim como os homens.O mundo outrora lindo e produtivo, agora se tornara triste com poucos recursos naturais, seu ar já não era tão puro, a convivência entre os animais já não era tão pacifica como antes, havia briga pelo poder de mais terras, cada espécie de animal queria obter o controle daquilo que eles julgavam ser de direitos deles, matavam em nome de seus desuses, roubavam os menos favorecidos, lançavam bombas em cidades e país inimigos, seus filhotes foram feitos órfãos e suas fêmeas viúvas quando não escravas de outros animais.Enfim, o mundo estava numa situação critica, os animais de todas as espécies estavam iguais aos homens da floresta, em extinção. O solo já não produzia nada, o ar irrespirável, os mares e lagos contaminados, água pura virou coisa do passado, comida então há muito não se via. Tudo fora devastado pelas guerras e ambição dos animais O aspecto físico e moral dos animais era horrível, estavam iguais ou piores aos homens daquela floresta, que a esta altura deixara de existir. Os poucos animais que restaram no mundo não passavam de 50 e a expectativa era diminuir ainda mais, já que para sobreviverem passaram a praticar o canibalismo.Assim, o mundo foi devastado pelas mãos de animais que não souberam viver como os homens da floresta.Qualquer semelhança com a raça humana é mera coincidência.


Autor: Programa Rede Jovem

Nome: Por Aziz Alkimim

E-mail: comunicacao@redejovem.org.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

EU SEI MAS NÃO DEVIA

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo de viagem. A comer sanduíches porque não dá para almoçar. A gente se acostuma a abrir o jornal e ler sobre a guerra. E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja números de mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a luta para ganhar o dinheiro com que se paga. E a ganhar menos do que se precisa. E a pagar mais do que as coisas valem. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem outra vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. e porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável, à contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma a evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para popuar a vida, que aos poucos se gasta, e que de tanto acostumar, se perde a si mesma.


Autor: Programa Rede Jovem

Nome: Por Marina Colassanti

E-mail: comunicacao@redejovem.org.br

segunda-feira, 23 de março de 2009

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO

Tempo de Decomposição de materiais usualmente jogados nos rios, nos lagos e no mar:
Papel - de 3 a 6 meses
Nylon - mais de 30 anos
Pano - de 6 meses a 1ano
Plástico - mais de 100 anos
Filtro de cigarro - 5 anos
Metal - mais de 100 anos
Chiclete - 5 anos
Borracha - tempo indeterminado
Madeira pintada - 13 anos
Vidro - 1 milhão de anos

Vamos cuidar do lixo, assim estamos cuidando do nosso meio ambiente.


Autor: Programa Rede Jovem

Nome: Por professor Eros Barreto

E-mail: comunicacao@redejovem.org.br

sábado, 21 de março de 2009

ECOLOGIA E PENSAMENTO REVOLUCIONÁRIO

Uma das características da Ecologia é a de não estar perfeitamente contida no nome - cunhado por Haeckel, em 1866, para indicar a "investigação da totalidade das relações do animal tanto com seu ambiente inorgânico como orgânico". No entanto, concebida de maneira ampla, a Ecologia lida com o equilíbrio da natureza. Visto que a natureza inclui o homem, esta ciência trata da harmonização da natureza e do homem. Esta abordagem, mantida em todas as suas implicações, conduz às áreas do pensamento social anarquista. Em última análise, é impossível conseguir a harmonização do homem com a natureza sem criar uma comunidade que viva em equilíbrio permanente com o seu meio ambiente.As questões com que a Ecologia lida são permanentes: não se pode ignorá-las sem pôr em risco a sobrevivência do homem e do próprio planeta. No entanto, hoje, a ação humana altera virtualmente todos os ciclos básicos da natureza e ameaça solapar a estabilidade ambiental em todo o mundo.As sociedades modernas, como as dos Estados Unidos e Europa, organizam-se em torno de imensos cinturões urbanos, de uma agricultura alta mente industrializada e controlando tudo, um inchado, burocratizado e anônimo aparelho de estado. Se colocarmos todas as considerações de ordem moral de lado e examinarmos a estrutura física desta sociedade, o que nos impressionará são os incríveis problemas logísticos que ela deve resolver: transporte, densidade, suprimentos, organização política e econômica e outros. O peso qu tal tipo de sociedade urbanizada e centralizada acarreta sobre qualquer área oriental é enorme.A noção de que o homem deve dominar a natureza vem diretamente da dominação do homem pelo homem. Esta tendência, antiga de séculos, encontra seu mais exarcebado desenvolvimento no capitalismo moderno. Assim como os homens, todos os aspectos da natureza são convertidos em bens, um recurso para ser manufaturado e negociado desenfreadamente.Do ponto de vista de Ecologia, o homem está hipersimplificando perigosamente o seu ambiente. O processo de simplificação do ambiente, levando ao aumento do seu caráter elementar - sintético sobre o natural, inorgânico sobre o orgânico - tem tanto uma dimensão física quanto cultural. A necessidade de manipular imensas populações urbanas, densamente concentradas, leva a um declínio nos padrões cívicos e sociais. Uma concepção massificadora das relações humanas tende a se impôr sobre os conceitos mais individualizados do passado.A mesma simplificação ocorre na agricultura moderna. O cultivo deve permitir um alto grau de mecanização - não para reduzir o trabalho estafante mas para aumentar a produtividade e maximizar os investimentos. O crescimento das plantas é controlado como em uma fábrica: preparo do solo, plantio e colheitas manipulados em escala maciça, muitas vezes inadequados à ecologia local. Grandes áreas são cultivadas com uma única espécie - uma forma de agricultura que facilita não só a mecanização mas também a infestação das pragas. Por fim, os agentes químicos são usados para eliminar as pragas e doenças das plantas, maximizando a exploração do solo.Este processo de simplificação continua na divisão regional do trabalho. Os complexos ecossistemas regionais de um continente são submersos pela organização de nações inteiras em entidades economicamente especializadas (fornecedoras de matéria-prima, zonas industriais, centros de comércio).O homem está desfazendo o trabalho orgânico da evolução. Substituindo as relações ecológicas complexas, das quais todas as formas avançadas de vida dependem, por relações mais elementares, o homem está restaurando a biosfera a um estágio que só é capaz de manter formas simples de vida, e incapaz de manter o próprio homem.Até recentemente, as tentativas de resolver contradições criadas pela urbanização, centralização, crescimento burocrático e estatização eram vistas como contrárias ao progresso e até reacionárias. O anarquista era olhado como um visionário cheio de nostalgia de uma aldeia camponesa ou de uma comuna medieval. O desenvolvimento histórico, no entanto, tornou virtualmente sem sentido todas as objeções ao pensamento anarquista nos dias de hoje. Os conceitos anarquistas de uma comunidade equilibrada, de uma democracia direta e interpessoal, de uma tecnologia humanística e de uma sociedade descentralizada não são apenas desejáveis, eles constituem agora as pré-condições para a sobrevivência humana. O processo de desenvolvimento social tirou-os de uma dimensão ético-subjetiva para uma dimensão objetiva.A essência da mensagem reconstrutiva da Ecologia pode ser resumida na palavra "diversidade". Na visão ecológica, o equilíbrio e a harmonia na natureza, na sociedade e, por inferência, no comportamento, é alcançado não pela padronização mecânica, mas pelo seu oposto, a diferenciação orgânica.Vamos considerar o princípio ecológico da diversidade no que se ele aplica à biologia e à agricultura. Alguns estudos demonstram claramente que a estabilidade é urna função da variedade e da diversidade: se o ambiente é simplificado e a variabilidade de espécies animais e vegetais diminui, as flutuações nas populações tornam-se marcantes, tendem a se descontrolar e a alcançar as proporções de uma peste.O ambiente de um ecossistema é variado, complexo e dinâmico. As condições especiais que permitem grandes populações de uma única espécie são eventos raros. Conseguir, portanto, gerenciar adequadamente os ecossistemas deve ser o nosso objetivo.Manipular de tato o ecossistema pressupõe uma enorme descentralização da agricultura. Onde for possível, a agricultura industrial deve ceder lugar à agricultura doméstica. Sem abandonar os ganhos da agricultura em larga escala e da mecanização, deve-se, contudo, cultivar a terra como se fosse um jardim. A descentralização é importante tanto para o desenvolvimento da agricultura quanto do agricultor. O motivo ecológico pressupõe a familiaridade do agricultor com o terreno que cultiva. Ele deve desenvolver sua sensibilidade para as possibilidades e necessidades do terreno, ao mesmo tempo que se torna parte orgânica do meio agrícola. Dificilmente poderemos alcançar este alto grau de sensibilidade e integração do agricultor sem reduzir a agricultura ao nível do indivíduo, das grandes fazendas industriais para as unidades de tamanho médio.O mesmo raciocínio se aplica ao desenvolvimento racional dos recursos energéticos. A Revolução Industrial aumentou a quantidade de energia utilizada pelo homem, primeiro por um sistema único de energia (carvão) e mais tarde por um duplo (carvão-petróleo, ambos poluentes). No entanto, podemos aplicar os princípios ecológicos na solução do problema. Pode-se tentar restabelecer os antigos modelos regionais de uso integrado de energia baseado nos recursos locais usando um sofisticado sistema que combine a energia fornecida pelo vento, a água e o sol.Essas alternativas em separado não podem solucionar os problemas ecológicos criados pelos combustíveis convencionais. Unidos, contudo, num padrão orgânico de energia desenvolvido a partir das potencialidades da região, elas podem satisfazer as necessidades de uma sociedade descentralizada.Manter uma grande cidade requer imensas quantidades de carvão e petróleo. No entanto, as fontes alternativas fornecem apenas pequenas quantidades de energia para usá-las de modo efetivo, a megalópolis deve ser descentralizada e dispersa. Um novo tipo de comunidade, adaptada às características e recursos da região e com todas as amenidades da civilização industrial, deve substituir os extensos cinturões urbanos atuais.Resumindo a mensagem critica da Ecologia: a diminuição da variedade no mundo natural retira a base de sua unidade e totalidade, destruindo as forças responsáveis pelo equilíbrio e introduz uma retrogressão absoluta no desenvolvimento do mundo natural, a qual pode resultar num ambiente inadequado a formas avançadas de vida. Resumindo a mensagem reconstrutiva: se desejamos avançar na unidade e estabilidade do mundo natural, devemos conservar e promover a variedade.Como aplicar estes conceitos à teoria social? Tendo-se em mente o princípio da totalidade e do equilíbrio como produto da diversidade, a primeira coisa que chama a atenção é que tanto ecólogo como anarquista colocam uma ênfase muito grande sobre a espontaneidade. O ecólogo tende a rejeitar a noção de "poder sobre a natureza". O anarquista, por sua vez, fala em termos de espontaneidade social, dando liberdade a criatividade da pessoas. Ambos, ao seu modo, vêm a autoridade como inibidora, como um limitante à criatividade potencial dos meios social e natural.Tanto o ecólogo como o anarquista vêem a diferenciação como uma medida de progresso, para ambos uma unidade sempre maior é alcançada pelo crescimento da diferenciação. Uma crescente totalidade é criada pela diversificação e aprimoramento das partes.Assim corno o ecólogo busca ampliar um ecossistema e promover a livre interação entre as espécies, o anarquista busca ampliar as experiências sociais e remover as restrições ao seu desenvolvimento. O anarquismo é urna sociedade harmônica que expõe o homem aos estímulos tanto da vida agrária como urbana, da atividade física e da mental, da sensualidade não reprimida e da espiritualidade autodirigida, da espontaneidade e da auto-disciplina etc. Hoje, esses objetivos são vistos como mutuamente excludentes devido à própria lógica da sociedade atual -- a separação da cidade e do campo, a especialização do trabalho, a atomização do homem.Uma comunidade anarquista deverá aproximar-se de um ecossistema bem definido: será diversificada, equilibrada e harmônica. A procura da auto suficiência levará a um uso mais inteligente e amoroso do meio-ambiente, permitindo o contato dos indivíduos com uma vasta gama de estímulos agrícolas e industriais. O engenheiro nãu estará separado do solo, nem o pensador do arado ou o fazendeiro da indústria. A alternância de responsabilidades cívicas e profissionais criará uma nova matriz para o desenvolvimento individual e comunitário, evitando a hiperespecialização profissional e vocacional que impediria a sociedade de alcançar seu objetivo vital: a humanização da natureza pelo técnico e a naturalização da sociedade pelo biólogo.Nas comunidades ecológicas a vida social levará ao incremento da diversidade humana e natural, unidas em harmônica totalidade. Haverá uma colorida diferenciação dos grupos humanos e ecossistemas, cada um desenvolvendo suas potencialidades únicas e expondo os membros das comunidades a um leque de estímulos econômicos, culturais e comportamentais. A mentalidade que hoje organiza as diferenças entre o homem e outras formas de vida em esquemas hierárquicos e definições de "superioridade" e "inferioridade", dará lugar a uma visão ecológica da diversidade. As diferenças entre as pessoas não só serão respeitadas mas estimuladas. As relações tradicionais que opõem sujeito e objeto serão alteradas qualitativamente, o "outro" será concebido como parte individual do todo que se aprimora pela complexidade. Este sentido de unidade refletirá a harmonização dos interesses entre indivíduos e grupo, comunidade e ambiente, humanidade e natureza.


Autor: Programa Rede Jovem

Nome: Por Murraw Bookchin

E-mail: comunicacao@redejovem.org.br

sábado, 7 de março de 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

DEPUTADO ACUSA JARBAS VASCONCELOS DE "MARAJÁ"

De porteiro a procurador

Por Cláudia Eloi

Do Diário de Pernambuco

No mesmo momento em que um grupo de deputados federais lança um movimento, segundo eles, para moralizar e combater a corrupção no país, inspirado nas denúncias do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) à revista Veja, o deputado federal Silvio Costa (PMN) tenta desconstruir a imagem do peemedebista na Câmara dos Deputados. Sem esconder de ninguém que tem Jarbas com um dos seus maiores desafetos políticos, Silvio vai à tribuna hoje, em Brasília, e usará como munição o fato de Jarbas ter sido nomeado procurador da Assembleia Legislativa de Pernambuco, em 1992, sem fazer concurso público, e, no ano, seguinte ter se aposentado.

Com cópias do Diário Oficial da Assembleia, de 1992 e 1993, Silvio Costa tentará convencer aos parlamentares e a opinião pública que Jarbas prega o discurso da ética e da moralidade, mas na realidade recebe uma "aposentadoria de marajá" (R$ 17,3 mil). No Diário Oficial de 23 de julho de 1992, o senador foi nomeado pelo ato 810/92 peloentão presidente Geraldo Barbosa. Em 14 de julho de 1993, o próprio Jarbas requereu aposentadoria ao então presidente Felipe Coelho, que aceitou o pedido.

De acordo com Silvio Costa, ao ser nomeado sem concurso público como procurador do Poder Legislativo, Jarbas feriu a lei. "Segundo a Constituição, o acesso ao emprego público só ocorre por concurso público e não foi esse caminho que o senador percorreu. É preciso que o povo brasileiro tome conhecimento das peripécias do senador marajá", criticou o parlamentar, acrescentando que exigirá do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), que ele explique quais são os problemas do PMDB. "Do contrário ele não tem condições de continuar como presidente", avisou.

Silvio Costa disse, ainda, que um homem que conseguiu se aposentar no prazo de um ano ganhando uma aposentadoria de R$ 17,3mil sem ter feito concurso público não tem moral política para criticar o programa Bolsa Família do governo federal. Costa prometeu fazer uma consulta ao Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade da nomeação da Jarbas.

Procurado pela imprensa, o presidente da Assembleia, deputado Guilherme Uchoa (PDT), confirmou que o senador ingressou no Legislativo sem concurso público. "Não foi só Jarbas. Ele foi nomeado procurador junto com outras oito a 10 pessoas pelo então presidente Geraldo Barbosa", disse o pedetista.

Defesa - O secretário geral do PMDB de Pernambuco, deputado federal Raul Henry, saiu em defesa do senador, informando que Jarbas ingressou na Assembleia em 1962 como auxiliar de porteiro e que na época não havia concurso público. "Ele (Jarbas) era estudante secundarista e entrou no plano de carreira da Assembleia. A promoção foi enquadrada dentro das normas. Até 1985 estava instalada a ditadura militar. Jarbas foi um combativo do regime. Não tinha por que ter sido privilegiado. Jarbas enfrentou várias campanhas radicalizadas. Ninguém nunca levantou isso contra ele", defendeu Raul.

quinta-feira, 5 de março de 2009

AÉCIO vs SERRA: BRIGA NA MÍDIA

Mauro Chaves e a baixaria do pó

Por Heder

Interessante, do Blog Entrelinhas do Luiz Antonio Magalhães

Aécio vs. Serra: briga na mídia

Mais uma nota da blogosfera que vale a pena reproduzir, desta vez do
ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB e um excelente
observador da cena política. O texto faz lembrar o velho ditado: eles
que são brancos, que se entendam…

De volta a guerra do café com o leite
A disputa entre os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG)
para ver quem será o candidato tucano à sucessão de Lula em 2010 chegou
à imprensa, em um revival digno dos tempos em que paulistas e mineiros
lutavam pelo poder nacional, durante a República Velha. O estopim foi o
artigo do jornalista Mauro Chaves no Estadão, em que este ironiza o
governador mineiro e tece loas ao paulista. Como se achasse pouco,
Chaves ataca a imprensa mineira, dizendo que “em Minas imprensa e
governo são irmãos xifópagos. Em São Paulo, ao contrário, não só Serra
como todos os governos e governadores anteriores sempre foram cobrados
com força, cabresto curto, especialmente pelos dois jornais mais
importantes. Neste aspecto a democracia em São Paulo é mais direta que
a mineira (assim como a de Montoro era mais direta que a de Tancredo)”.
Pronto, a partir daí, como diz o Correio Braziliense (do mesmo grupo
empresarial do Estado de Minas, os Diários Associados), “é guerra”. Na
edição de hoje, as duas publicações só mudam o título, mas repetem o
mesmo texto para atacar o articulista e o jornal. Veja.

O Estado de Minas:
“Bobo da corte - Mauro Chaves, articulista de O Estado de S. Paulo que
se diz jornalista, advogado, escritor, pintor e administrador de
empresas, vai colocar no rodapé de seus artigos uma nova credencial: a
de bajulador. Com seu texto primário, senil e irresponsável, o novo
bajulador não passa de um bobo da corte a serviço de um jornal que há
anos procura um comprador.”

Correio Braziliense:
“É guerra - Mauro Chaves, articulista de O Estado de S. Paulo, que se
diz jornalista, advogado, escritor, pintor e administrador de empresas,
vai colocar no rodapé de seus artigos uma nova credencial: a de
bajulador. Com seu texto primário, senil e irresponsável, o novo
bajulador não passa de um bobo da corte a serviço de um jornal que há
anos procura um comprador.”

Links-fontes:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif
http://blogentrelinhas.blogspot.com
http://blogdojefferson.com/index.aspx

quarta-feira, 4 de março de 2009

ESSA É DO ESTADÃO/SP

Pó pará, governador?

Por Mauro Chaves

De O Estado de São Paulo


Em conversa com o presidente Lula no dia 6 de fevereiro, uma sexta-feira, o governador Aécio Neves expôs-lhe a estratégia que iria adotar com o PSDB, com vista a obter a indicação de sua candidatura a presidente da República. Essa estratégia consistia num ultimato para que a cúpula tucana definisse a realização de prévias eleitorais presidenciais impreterivelmente até o dia 30 de março - "nem um dia a mais". Era muito estranho, primeiro, que um candidato a candidato comunicasse sua estratégia eleitoral ao adversário político antes de fazê-lo a seus correligionários. Mais estranho ainda era o fato de uma proposta de procedimento jamais adotada por um partido desde sua fundação, há 20 anos - o que exigiria, no mínimo, uma ampla discussão partidária interna -, fosse introduzida por meio de um ultimato, uma "exigência" a ser cumprida em um mês e meio, sob pena de... De quê, mesmo?

O que Aécio fará se o PSDB não adotar as prévias presidenciais até 30 de março? Não foi dito pelo governador mineiro (certamente para não assinar oficialmente um termo de chantagem política), mas foi barulhentamente insinuado: em caso da não-aprovação das prévias, Aécio voaria para ser presidenciável do PMDB. É claro que para o presidente Lula e sua ungida presidenciável, a neomeiga mãe do PAC, não haveria melhor oportunidade de cindir as forças oposicionistas, deixando cada uma em um dos dois maiores colégios eleitorais do País. E é claro que para o PMDB, com tantos milhões de votos no País, mas sem ter quem os receba, como candidato a presidente da República, a adoção de Aécio como correligionário/candidato poderia significar um upgrade fisiológico capaz de lhe propiciar um não programado salto na conquista do poder maior - já que os menores acabou de conquistar.

Pela pesquisa nacional do Instituto Datafolha, os presidenciáveis tucanos têm os seguintes índices: José Serra, 41% (disparado na frente), e Aécio Neves, 17% (atrás de Ciro Gomes, com 25%, e de Heloisa Helena, com 19%). Por que, então, o governador de Minas se julga capaz de reverter espetacularmente esses índices, fazendo sua candidatura presidencial subir feito um foguete e a de seu colega e correligionário paulista despencar feito um viaduto? Que informações essenciais haveria, para se transmitirem aos cerca de 1 milhão e pouco de militantes tucanos - supondo-se que estes fossem os eleitores das "exigidas" prévias, que ninguém tem ideia de como devam ser -, para que pudesse ocorrer uma formidável inversão de avaliação eleitoral, que desse vitória a Aécio sobre Serra (supondo que o governador mineiro pretenda, de fato, vencê-las)?

Vejamos o modus faciendi de preparação das prévias, sugerido (ou "exigido"?) pelo governador mineiro: ele e Serra sairiam pelo Brasil afora apresentando suas "propostas" de governo, suas soluções para a crise econômica, as críticas cabíveis ao governo federal e coisas do tipo. Seriam diferentes ou semelhantes tais propostas, soluções e críticas? Se semelhantes, apresentadas em conjunto nos mesmos palanques "prévios", para obter o voto do eleitor "prévio" cada um dos concorrentes tucanos teria de tentar mostrar alguma vantagem diferencial. Talvez Aécio apostasse em sua condição de mais moço, com bastante cabelo e imagem de "boa pinta", só restando a Serra falar de sua maior experiência política, administrativa e seu preparo geral, em termos de conhecimento, cultura e traquejo internacional. Mas se falassem a mesma coisa, harmonizados e só com vozes diferentes, os dois correriam o risco de em algum lugar ermo do interior ser confundidos com dupla sertaneja - quem sabe Zé Serra e Ah é, sô.

Agora, se os discursos forem diferentes, em palanques "prévios" diferentes, haverá uma disputa de acirramento imprevisível. E no Brasil não temos a prática norte-americana das primárias - que uniu Obama e Hillary depois de se terem escalpelado. Por mais que disfarcem e até simulem alianças, aqui os concorrentes, após as eleições, sempre se tornam cordiais inimigos figadais. E aí as semelhanças políticas estão na razão direta das diferenças pessoais. Mas não há dúvida de que sob o ponto de vista político-administrativo Serra e Aécio são semelhantes, porque comandam administrações competentes.

Ressalvem-se apenas as profundas diferenças de cobrança de opinião pública entre Minas e São Paulo. Quem já leu os jornais mineiros fica impressionado com a absoluta falta de crítica em relação a tudo o que se relacione, direta ou indiretamente, ao governo ou ao governador.

O caso do "mensalão tucano" só foi publicado pelos jornais de Minas depois que a imprensa do País inteiro já tinha dele tratado - e que o governador se pronunciou a respeito. É que em Minas imprensa e governo são irmãos xifópagos. Em São Paulo, ao contrário, não só Serra como todos os governos e governadores anteriores sempre foram cobrados com força, cabresto curto, especialmente pelos dois jornais mais importantes. Neste aspecto a democracia em São Paulo é mais direta que a mineira (assim como a de Montoro era mais direta que a de Tancredo). Fora isso, os governadores dos dois Estados são, com justiça, bem avaliados por suas respectivas populações.

O problema tucano, na sucessão presidencial, é que na política cabocla as ambições pessoais têm razões que a razão da fidelidade política desconhece. Agora, quando a isso se junta o sebastianismo - a volta do rei que nunca foi -, haja pressa em restaurar o trono de São João Del Rey... Só que Aécio devia refletir sobre o que disse seu grande conterrâneo João Guimarães Rosa: "Deus é paciência. O diabo é o contrário."

E hoje talvez ele advertisse: Pó pará, governador?


Mauro Chaves é jornalista, advogado, escritor,administrador de empresas e pintor.
E-mail: mauro.chaves@attglobal.net

terça-feira, 3 de março de 2009

AMAZÔNIA, MARAVILHA DA NATUREZA

O Blog da Sustentabilidade vem divulgando a indicação da Floresta Amazônica como uma das 7 maravilhas da natureza. O texto abaixo encontra-se no citado blog. Votar na Amazônia é votar em cada um de nós.
Clique no link e vote:
www.wonderamazon.com
----
----
No momento, a maior floresta tropical úmida do planeta, a Amazônia, ocupa a primeira posição entre candidatos do Grupo E, que enquadra as categorias “Florestas, Parques Nacionais e Reservas Nacionais”, nas 7 Novas Maravilhas da Natureza.

Em julho deste ano seguirão à próxima fase da competição os 77 mais votados, ou seja, os onze primeiros de cada um dos sete Grupos elencados pela fundação The New 7 Wonders, responsável por mais esse concurso mundial. Por isso, manter a mobilização para conseguir mais votos e permanecer na liderança é fundamental. Para votar, basta acessar o site www.wonderamazon.com e votar Amazônia, após o cadastramento.

Segundo José Raimundo da Silva Morais, presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo da Macrorregião Norte (Adetur Amazônia), que engloba os sete estados nortistas “essa conquista trará benefícios significativos ao turismo e, por consequência, ao desenvolvimento de toda Amazônia, da floresta e sua gente”.

segunda-feira, 2 de março de 2009

MAINARD PEDIRÁ A CABEÇA DO JABOR?

Por Altamiro Borges, em seu blog

Karen Kupfer, da revista de fofocas Quem, da Rede Globo, publicou há poucos dias uma notinha reveladora sobre a relação promíscua entre jornalistas e políticos: “Para comemorar o sucesso do programa Saia Justa, Suzana Villas Boas abriu sua casa no Alto de Pinheiros para uma festança daquelas. A turma de convidados, que também era recebida por Arnaldo Jabor, marido de Suzana, reuniu políticos, artistas e jornalistas. O candidato José Serra, para quem Suzana presta assessoria, foi prestigiá-la. Ficou um pouco e trocou idéias com alguns jornalistas”. Luís Frias, presidente do Grupo Folha, também participou da festança, “que ferveu na pista até o sol raiar”.

No mesmo período, a colunista Hildegard Angel escreveu no Jornal do Brasil outra nota curiosa: “Elmar Moreira, irmão de Edmar Moreira [o deputado dos demos que ficou famoso pelo castelo construído no interior mineiro], é casado com Ana Leitão, irmã de Miriam Leitão” – a jornalista da TV Globo famosa por seus palpites furados sobre economia, pela adoração ao deus-mercado e pela oposição doentia ao governo Lula. O interessante neste caso é que a colunista global, metida a sabe-tudo, nunca descreveu aos seus telespectadores os detalhes do luxuoso castelo demo.

Artista global com Kassab
Para encerrar a série sobre as relações indecentes entre jornalistas e políticos da direita, a sempre atenta Mônica Bergamo, uma das raras exceções do jornal Folha de S.Paulo, revelou no início de fevereiro: “O marido de Ana Maria Braga [estrela da TV Globo e do finado movimento golpista ‘Cansei’] é o mais novo colaborador da administração Gilberto Kassab (DEM-SP). Candidato derrotado à Câmara Municipal, Marcelo Frisoni vai assumir um cargo de ‘coordenação’ na Secretaria de Modernização, Gestão e Desburocratização” da prefeitura paulistana.

Dias antes, Bergamo foi ameaçada pelo marido brigão da artista global, que o irônico José Simão batizou de “Ana Ameba Brega”. Frisoni se irritou com a pergunta sobre o pagamento da pensão alimentícia para os dois filhos do seu casamento anterior: “Publica o que quiser. No dia seguinte, vou à redação dessa bosta de jornal e encho essa Mônica Bergamo de porrada na frente de todo mundo... A única pessoa que tentou ferrar comigo foi o Madrulha [ex-marido da apresentadora da TV Globo] e eu acabei com ele. Hoje ele é secretário de cachorro e não consegue mais nada”.

Cadê o “tribunal macartista” de Mainardi?
Deixando de lado as baixarias dos “famosos”, o que chama a atenção nestas notinhas é a relação obscena entre figurões da TV Globo e políticos da direita demo-tucana do país. Outra estrela da poderosa emissora, o filhinho de papai Diogo Mainardi, criou no início do mandato de Lula o seu “tribunal macartista mainardiano”, no qual promoveu abjeta cruzada contra alguns profissionais da imprensa. “A minha maior diversão é tentar adivinhar a que corrente do lulismo pertence cada jornalista”, explicou o troglodita na sua coluna de estréia na revista Veja, em dezembro de 2005.

Aos poucos, Mainardi dedurou alguns colunistas mais independentes. “Tereza Cruvinel é lulista. Dessas que fazem campanha de rua. Paulo Henrique Amorim pertence à outra raça de lulistas. É da raça dos aloprados, dos lulistas bolivarianos. Acha que a primeira tarefa do lulismo é quebrar a Globo e a Veja”, atacou. O caso mais famoso desta cruzada fascista foi o do jornalista Franklin Martins, acusado levianamente de possuir uma “cota de nomeações pessoais no serviço público”. Após longo bate-boca, a TV Globo preferiu apoiar o delator direitista e demitiu Franklin Martins.

Perguntar não ofende: será que Mainardi, “difamador travestido de jornalista”, fará barulho agora contra seus amiguinhos da TV Globo que gozam das intimidades demo-tucanas. Pedirá a cabeça de Arnaldo Jabor, cuja esposa é assessora do presidenciável tucano José Serra, freqüentador de sua mansão? Criticará a “cota de nomeações pessoais no serviço público” da cansada Ana Maria Braga? Pedirá detalhes picantes do castelo dos demos à “ortodoxa” Miriam Porcão – ou melhor, Leitão? Ou todos juntos – Jabor, Leitão, Ana Maria Braga e o macartista Mainardi – fazem parte do esquemão montado pela TV Globo para viabilizar a vitória do tucano José Serra em 2010?

----
----

NOTA DO BLOG: No site Vi o Mundo há uma nota de um cidadão que declara ser jornalista, informando ser a matéria republicada a partir do original do início da década.
Ora, como o artigo faz referências a fatos ocorridos após 2005 e, ao que consta, a atual década iniciou-se em 2001, fica uma dúvida temporal. Apenas temporal, posto que não foram levantadas dúvidas quanto aos fatos.
Tudo isso demonstra o nível de promiscuidade alcançado pelas elites políticas e midiáticas.

domingo, 1 de março de 2009

CIDADE MARAVILHOSA!
















































PARABÉNS RIO DE JANEIRO!

Samba do Avião
(Antonio Carlos Jobim)

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós